Category Archives: Comunicação Científica

Seminário Internacional “Acesso Livre ao Conhecimento”

Nos próximos dias 11 e 12 de abril, a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, no Rio de Janeiro, promoverá o Seminário Internacional Acesso livre ao conhecimento, reunindo especialistas internacionais e nacionais que tratarão de questões como os  impactos na produção acadêmica, as mudanças na comunicação da divulgação científica e a inovação no ensino.

Durante o evento, a ENSP pretende anunciar à comunidade científica sua proposta de adesão ao Movimento Internacional de Acesso Livre ao Conhecimento. A ENSP já possui seu repositório institucional de acesso livre desde 2004, com o lançamento de sua Biblioteca Multimídia, que terá sua terceira versão publicada esse ano.

A palestra de abertura, dia 11,  está a cargo do Dr. Eloy Rodrigues, diretor da Universidade do Minho (Portugal), que abordará o tema “mudança do sistema de comunicação da ciência e seus impactos na produção científica”. Em seguida, haberá uma mesa sobre as experiências brasileiras em acesso livre, que possibilitará um panorama sobre o estado da arte nas diversas instituições participantes do Movimento.

A Dra. Bianca Amaro, coordenadora do Laboratório de Metodologia de Trabalho e Disseminação da Informação do IBICT falará sobre a experiência de implantação de repositórios institucionais em nível nacional. Mais detalhes sobre a programação do evento poderão ser acessados aqui.

As inscrições para o seminário já estão abertas. Todo o evento será transmitido na internet através do Canal Saúde/Fiocruz.

Serviço:
Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz)
Rua Leopoldo Bulhões 1.480 – Campus da Fiocruz – Manguinhos – Rio de Janeiro/RJ
21-2598-2453.

Com informações do Informe ENSP

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Repositórios brasileiros de acesso aberto serão lançados amanhã

A partir de amanhã, dia 15/10, as universidades brasileiras passarão a contar com um importante aliado para aumentar a visibilidade de suas produções acadêmicas. Trata-se do marco para o lançamento, em conjunto, dos repositórios institucionais das 33 instituições públicas de ensino e pesquisa contempladas com os kits tecnológicos distribuídos por meio da parceria entre o IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, ambos órgãos vinculados ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

O chamado “kit tecnológico” é composto de um servidor instalado com software livres que compõem o ambiente de desenvolvimento, tais como sistema operacional Linux, acompanhado de servidor Web Apache, PHP e banco de dados MySQL, além dos aplicativos específicos para a construção e gerenciamento dos repositórios, como o Dspace e SEER – Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas.

A primeira distribuição dos kits para construção de repositórios ocorreu no final de 2009, acompanhado de um encontro presencial com representantes das instituições onde foram tratados diretrizes para a elaboração e desenvolvimento de um plano de trabalho para implantação dos repositórios. Na ocasião, também foi lançado e distribuído o livro “Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto”, do professor Fernando César Lima Leite.

Em julho de 2010, representantes dessas instituições tornaram a se reunir, em Brasília, para o I Workshop para Construção de Repositórios Institucionais com o objetivo de capacitar os profissionais de informação e técnicos envolvidos diretamente com os projetos de repositórios institucionais. O evento mobilizou os esforços de técnicos e especialistas do IBICT e da Universidade de Brasília (UnB) durante os treinamentos.

De acordo com a coordenadora do Laboratório de Metodologia de Tratamento e Disseminação da Informação do IBICT, Bianca Amaro de Melo, os repositórios institucionais devem servir às necessidades gerenciais de universidades e institutos de pesquisa, mas, sobretudo, devem assumir a responsabilidade de contribuir para a reformulação do sistema de comunicação científica. “Mais do que uma tendência mundial a ser seguida, incentivar a construção de repositórios institucionais é uma importante estratégia que contribui para o aumento da visibilidade da produção científica nacional”, destaca Bianca.

RICAA

O lançamento simultâneo dos repositórios institucionais de ensino e
pesquisa é também o primeiro passo para a formação da Rede Brasileira de
Repositórios Institucionais Científicos de Acesso Aberto (RICAA), que
será apresentada no próximo dia 18/10 durante o XVI Seminário Nacional
de Bibliotecas Universitárias (SNBU), em um painel específico sobre o
acesso livre no Brasil. A proposta da criação da rede é fruto de um
esforço conjunto da Universidade de Brasilia (UnB) e do IBICT.

No SNBU, pesquisadores e especialistas envolvidos com o tema falarão
sobre tópicos como a cooperação nacional e internacional e desafios na
construção dos repositórios institucionais, além de compartilharem as
experiências de sucesso, como os casos da UnB e da Universidade de São
Paulo (USP).

Essas iniciativas marcam a participação brasileira durante a Semana Mundial do Acesso Aberto (Open Access Week 2010), comemorada entre os dias 18 a 24 de outubro com o propósito de mobilizar as instituições governamentais e da sociedade civil em prol da promoção e consolidação dos repositórios e publicações científicas em todo o mundo sob o princípio do livre acesso à informação.

Mais informações:

Secretaria do Laboratório de Tratamento e Disseminação de Informação do IBICT.
Tel: (61) 3217-6249

Programação do painel sobre Acesso Livre no Brasil durante o XVI SNBU
http://www.snbu2010.com.br/programa.asp#dia18

Instituições de ensino e pesquisa contempladas pelo Edital IBICT/FINEP:

  1. Universidade do Rio Grande
  2. Universidade de São Paulo
  3. Universidade Federal de Goiás
  4. Universidade Federal de Mato Grosso
  5. Universidade Federal de Ouro Preto
  6. Universidade Federal de Pelotas
  7. Universidade Estadual de Ponta Grossa
  8. Universidade Federal de Santa Catarina
  9. Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  10. Universidade Federal de Viçosa
  11. Universidade Federal do Acre
  12. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  13. Universidade Federal do Maranhão
  14. Universidade Tecnológica Federal do Paraná
  15. Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  16. Universidade Federal de Sergipe
  17. Universidade Federal do Tocantins
  18. Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais
  19. Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO
  20. Universidade Federal de Pernambuco
  21. Universidade federal de Alagoas
  22. Universidade Federal de São Carlos
  23. Universidade Federal de Grande Dourados
  24. Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  25. Instituto Nacional de Tecnologia – INT
  26. Universidade Federal de Uberlândia
  27. Universidade de Brasília-UNB
  28. Centro de tecnologia da informação Renato Archer – CTI
  29. Fundação Santo André
  30. Museu Paraense Emílio Goeldi
  31. Universidade Federal da Bahia
  32. Universidade Federal Fluminense
  33. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – Rio de Janeiro

Universidades e Centros de Pesquisa ganham nova oportunidade para construção de repositórios institucionais

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) abre nova oportunidade para as universidade e unidades de pesquisa desenvolverem e implantarem os seus repositórios institucionais.  Veja abaixo a chamada publicada hoje no Diário Oficial da União.

FUNCATE, torna público o Edital de Chamada FINEP/PCAL/XBDBnº 003/09, que tem como objetivo: Apoiar projetos de implantação derepositórios institucionais (RI) nas instituições públicas (federais, estaduais e municipais) de ensino e pesquisa e sua integração ao PortalOásis.Br, com vistas a possibilitar o registro e a disseminação daprodução científica destas instituições e proporcionar maior visibilidadea sua produção científica, em conformidade com o Edital disponível no site http://www.funcate.org.br e/ou http://www.ibict.br.

Lançada ENABLING OPEN SCHOLARSHIP (EOS)

Segundo mensagem de Stevan Harnad, foi lançado hoje, em Liège, Belgica, a Enabling Open Scholarly (EOS).  Veja maiores detalhes na mensagem abaixo:

Uma nova organização para a alta direção das universidades e instituições de pesquisa, foi lançada hoje.

O contexto no qual EOS foi estabelecida, que é de interesse crescente por parte dos governos, financiadores e da própria comunidade de científica, diz respeito à abertura da forma como a pesquisa é realizada e comunicada. Este interesse é complementado por novas práticas de pesquisa e processo que somente podem trabalhar de forma eficaz em um ambiente aberto e colaborativo.

Tão rápido quanto o surgimento de 100 políticas formais (mandatos) sobre Acesso Livre de universidades, institutos de pesquisa e agências de fomento, um grupo de dirigentes seniors de universidades e institutos de pesquisa se reuniu para lançar um novo fórum para promoção de princípios e práticas de bolsas de estudos abertas ou livres.

O objetivo da EOS é promover a concessão de bolsa de estudos e a pesquisa que estamos vendo agora como uma parte natural da “grande ciência” e por intermédio do crescente interesse da comunidade científica no acesso livre, na educação aberta, na ciência aberta e na inovação aberta. Estas, e outras, ‘open’ abordagens, por intermédio da bolsa de estudos aberta vão mudar a forma de fazer pesquisas e de aprendizagem que será realizada no futuro.

A EOS fornecerá, ao ensino superior e às pesquisa em todo o mundo,  informações sobre a evolução, e avisos e orientações sobre a a implementação de políticas e processos de acesso livre, que serão incentivados por meio da concessão da bolsa de estudos aberta. Ele também oferece um fórum de discussão e debate entre os seus membros, tornando-a aberta à comunidade em geral.

A adesão ao EOS é para a alta direção institucional que têm interesse em “ e deseja ajudar a desenvolver o pensamento sobre” estratégias para promover a bolsa de estudos aberta para a academia como um todo e à sociedade em geral.

O sítio da EOS é um recurso aberto a todos. Ele fornece informações, dados e material de orientação sobre questões relacionadas a bolsa de estudos aberta. Em uma área de acesso limitado, os membros podem encontrar anúncios, notícias e debates.

EOS oferece um serviço de proximidade às universidades e institutos de pesquisa “quer sejam membros ou não” que precisam de ajuda, aconselhamento, orientação e informações sobre questões relacionadas à bolsa de estudos aberta. Fazemos isso por intermédio do nosso sítio e também fornecemos, em base individual, informações às instituições que delas necessitarem.

O conselho EOS é composto de pessoas que têm projetado pessoalmente ou instigado os tipos de mudanças em suas próprias instituições que anunciam as vantagens do sistema de comunicação acadêmica aberta do futuro. Agora esta experiência está disponível para outros utilizarem.

O conselho EOS atual compreende:

Bernard RENTIER (Presidente), Reitor da Universidade de Liège, Bélgica
Tom COCHRANE, Vice-Chanceler, Queensland University of Technology, Brisbane, Austrália
William DAR, Diretor-Geral do International Crops Research
Instituto do Semi-Arid Tropics (ICRISAT), Hyderabad, Índia
Stevan HARNAD, Canadá Research Chair, Université du Québec à
Montreal (UQAM), Montreal, Quebec
Keith JEFFERY, diretor de TI e Estratégia Internacional no
Science & Technology Facilities Council, Swindon, Reino Unido
Sijbolt NOORDA, presidente da VSNU, a Association of Dutch Researh Universities
Stuart SHIEBER, James O. Welch, Jr. e Virgínia B. Welch Professores de
Ciência da Computação da School of Engineering and Aplied Sciences na Harvard University e diretor da Harvard’s Office of Scholarly Communication
Ian SIMPSON, Vice-Diretor da Researh and Knowledge Transfer e professor de ciência ambiental da University of Stirling, Reino Unido
Peter SUBER, Berkman Center for Internet & Society, Harvard
University, Cambridge, E.U.A.
John WILLINSKY, Khosla Family, professor de Educação da Stanford University e diretor do Public Knowledge Project na University of
British Columbia e Simon Fraser University, E.U.A.
Alma Swan (Convenor / Coordenadora), Diretora da Key Perspectives Ltd, Truro, Reino Unido

“O mundo da pesquisa científica está mudando e universidades, e outras instituições de pesquisa, devem impulsionar essa mudança e não sentar e deixar que isso aconteça. Tendo início a implementação de mudanças no pensamento e na prática na minha própria universidade, eu quero encorajar os outros na minha posição a participar da discussão e ajudar a conduzir o caminho para um futuro melhor.” disse o professor Bernard RENTIER.

“Nós estaremos chegando a universidades e institutos de pesquisa em todo o mundo para convidá-los a desempenhar um papel ativo na construção de melhores sistemas de bolsas de estudo para o futuro. EOS irá fornecer o fórum ea voz para a comunidade científica sobre temas como ‘bolsa de estudos aberta’ e representa um recurso muito valioso para quem deseja ingressar neste empreendimento”.

“Os benefícios do acesso livre e bolsa de estudos aberta tem sido claramente demonstrado para indivíduos, instituições e sociedade”, disse o professor Keith Jeffery. “EOS vai estar lá para fornecer informações e orientação de quem já teve a experiência de fazer as mudanças necessárias.”

Dr. William Dar disse, “bolsa de estudos aberta beneficia a ciência de todo o mundo, não apenas a do mundo ocidental. Permite o livre fluxo de informações de pesquisa entre o norte e o sul, leste e oeste, contribuindo, de forma eficaz, para o progresso da pesquisa científica. EOS será muito valioso para o avanço deste processo e melhorar a maneira como a ciência é realizada em todo o globo”.

Para mais informações visite o sítio da EOS em:
http://www.openscholarship.org

ou contate Dra Alma Swan:  
  44 1392 8797 02
info@openscholarship.org

Capes promove maior visibilidade da produção científica brasileira

Segundo o Portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de nível Superior (CAPES), esta importante organização que coordena os programas de pós-graduação no Brasil, firmou acordo com a Elsevier, o qual “… vai permitir acesso aos artigos científicos publicados em periódicos da Elsevier por autores vinculados a instituições brasileiras”. Segundo a matéria constante no referido portal:  Desde janeiro deste ano, quando um autor submete um manuscrito para publicação em um periódico da Elsevier, ele tem a opção de escolher se o artigo pode ou não ter seu acesso liberado. Para isso, é necessário que ele esteja afiliado a uma instituição de ensino e pesquisa brasileira e que tenha seu trabalho financiado com verbas públicas. Será a Capes quem vai indicar quais artigos ficarão disponíveis para consulta. A liberação acontecerá após um período, que varia conforme a área do conhecimento da pesquisa publicada.

“O acordo é um reconhecimento da importância da parceria entre Capes e Elsevier no desenvolvimento da Pesquisa no Brasil e busca contribuir para que o País continue alcançando novos patamares de excelência em Ciência e Tecnologia”, afirmou Dante Cid, Diretor Regional de Vendas e Marketing da América do Sul da Elsevier. Segundo ele, a solução vai aumentar ainda mais visibilidade da produção científica brasileira, que estará disponível inclusive para pesquisadores e instituições que não têm acesso ao Portal de Periódicos”

Entendemos que essa iniciativa é de fundamental importância para a implantação do acesso livre no Brasil. Desta forma, parabenizamos a Capes por tal iniciativa.

Ciência da Informação completamente na web

A revista Ciência da Informação, publicada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) tem a sua coleção completa disponibilizadal na web por intermédio do software Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Trata-se de um esforço coordenado por Regina Coeli do IBICT e sua equipe. Esta revista é considerada um marco na área de ciência da informação. É uma das melhores revistas científicas nesta área na América Latina.  Estão de parabéns a Regina Coeli e sua equipe, assim como o IBICT.

Distribuição de servidores: por que?

O edital publicado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) não constitui mero instrumento de distribuição de recursos tecnológicos às universidades e instituições de pesquisa públicos.

O IBICT ao promover essa distribuição de recursos tecnológicos às instituições de ensino superior e de pesquisa públicos estimula não apenas o simples desenvolvimento de repositórios institucionais ou implementa a estratégia da via verde no país. Mais do que isso, o Ibict resgata o seu papel de instituição promotora do fluxo de informação em ciência e tecnologia e executora de políticas nacionais de informação científica. Em outras palavras, ainda que sem qualquer mandato legal, o Ibict promove uma forma  sistemática de registro e disseminação da produção científica brasileira, tendo como resultado o fornecimento acesso livre à informação científica produzida pela comunidade científica desta nação.

No passado, o Ibict fez uma tentativa análoga mas que não teve o resultado esperado por diversas razões. Uma destas razões foi o momento tecnológico vivido pelo país. O modelo centralizado utilizado pelo IBICT não econtrava suporte tecnológico que viabilizasse tal iniciativa, a das bibliografias especializadas. As bibliotecas especializadas participantes daquela iniciativa eram também desprovidas de infra-estrutura capaz de suportá-la.

Diferentemente daquele modelo e daquele momento, hoje o cenário tecnológico é outro e as soluções tecnológicas existentes são capazes de suportar o modelo que ora o Ibict vem propondo. Um modelo totalmente descentralizado e baixíssima demanda de investimento em infra-estrutura tecnológica. Portanto, vivemos um cenário oposto ao daquele em que as bibliografias especializadas brasileiras naufragou.

A única coisa que não mudou foi a dependência dos provedores de informação, ou seja, das bibliotecas universitárias e dos autores da produção científica brasileira, os pesquisadores.

Neste processo, é importante entender o papel do IBICT. O Instituto desempenha o papel de facilitador e integrador. Assim, o Ibict fornece à comunidade as ferramentas, software e padrões de integração ou interoperabilidade. Ao fornecer essas ferramentas, o Instituto coloca à disposição das bibliotecas o instrumental necessário para que se promova o registro e a disseminação da informação.

Cabe, assim, às bibliotecas universitárias a discussão e estabelecimento de uma política institucional de informação que garanta o registro e a disseminação da produção científica institucional. Cabe ainda às bibliotecas sensibilizar os pesquisadores e todas as instâncias diretivas da universidade ou do instituto de pesquisa a importância desse regsitro e de sua respectiva disseminação.

Ao IBICT caberá o fornecimento de todo o instrumental (software, mecanismos de integração e referências capazes de subsidiar as bibliotecas para a discussão e estabelecimento de políticas institucionais de informação.

Caberá ainda ao IBICT a integração e o incremento de disseminação das informações depositadas em cada repositório institucional.

Ao comentar todos os meandros embutidos nesta iniciativa aderente ao movimento do acesso livre, vislumbro que o IBICT não apenas empunha a bandeira do acesso livre, mas principalmente, o Instituto planta a semente do registro e disseminação da produção científica, em acesso livre. Esta semente deverá proporcionar a colheita de frutos maduros como os que seguem:

– Maior visibilidade à produção científica brasileira;

– Maior visibilidade às nossas instituições de ensino e pesquisa;

– Maior uso e impacto aos resultados de nossas pesquisas;

– Maior incremento no registro de patentes;

– Maior integração entre os grupos de pesquisas brasileiros e seus congêneres atuantes no estado-da-arte;

– Maior transparência aos investimento em ciência no país;

– Maior governança na gestão de ciência no país;

– Menor espaço para plágios e manipulação de resultados;

– Maior qualidade nos resultados de nossas pesquisas.

Enfim, o que foi proposto e que se encontra em execução, mais do que simplesmente desenvolver e implantar o acesso livre no País, é um modelo de registro e disseminação da produção científica brasileria que dá subsídios para a discussão e estabelecimento de políticas nacionais de informação científica.

Enfim, o IBICT resgata o seu papel, a sua missão e, principalmente o respeito institucional perdido nos últimos 20 anos.